PLANO DE TRANSIÇÃO ENERGÉTICA PREVÊ AMPLIAÇÃO DE BATERIAS E BIOCOMBUSTÍVEIS ATÉ 2029

PLANO DE TRANSIÇÃO ENERGÉTICA PREVÊ AMPLIAÇÃO DE BATERIAS E BIOCOMBUSTÍVEIS ATÉ 2029

O Governo Federal colocou em consulta pública o Plano Nacional de Transição Energética (PNTE), documento que reúne mais de 100 ações voltadas à ampliação do uso de fontes renováveis e à redução das emissões de gases de efeito estufa no Brasil até 2029. Entre as principais medidas estão o incentivo ao armazenamento de energia por baterias, o aumento da utilização de biocombustíveis, a eletrificação dos transportes e o desenvolvimento de tecnologias de captura de carbono.

O plano estabelece diretrizes para orientar políticas públicas e investimentos no setor energético, com o objetivo de tornar a matriz brasileira cada vez mais sustentável. Segundo projeções apresentadas pelo governo, o país poderá alcançar, até 2055, uma participação de até 81% de fontes renováveis na matriz energética e até 99% de geração elétrica limpa.

Um dos destaques do PNTE é a expansão dos sistemas de armazenamento de energia. A medida busca solucionar um dos principais desafios enfrentados pelo setor elétrico atualmente: o desperdício de energia gerada por fontes eólica e solar em períodos de alta produção. Com a utilização de baterias, esse excedente poderá ser armazenado e utilizado posteriormente, aumentando a eficiência e a segurança do sistema elétrico nacional.

O documento também reforça a importância dos biocombustíveis na estratégia brasileira de descarbonização. Atualmente, a gasolina comercializada no país contém 30% de etanol, enquanto o diesel possui 15% de biodiesel. O governo estuda a possibilidade de ampliar esses percentuais nos próximos anos, fortalecendo a participação do agronegócio e reduzindo a dependência dos combustíveis fósseis.

Além disso, o plano contempla ações voltadas à eletrificação da frota de veículos e ao incentivo de tecnologias de captura e armazenamento de carbono, consideradas fundamentais para o cumprimento das metas climáticas brasileiras nas próximas décadas.

Estruturado em três pilares — Segurança e Resiliência Energética, Justiça Energética, Climática e Ambiental, e Energia Competitiva para uma Economia de Baixo Carbono — o PNTE pretende orientar a transição energética brasileira de forma gradual, sustentável e alinhada aos compromissos internacionais de combate às mudanças climáticas.

Fonte: Ministério de Minas e Energia e Folha de S.Paulo.

 

 

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