Mais da metade do preço do combustível é imposto

O preço do combustível impacta diretamente no orçamento doméstico do brasileiro. Em um cenário de crise nacional, é importante esclarecer que mais da metade desse valor se refere aos impostos.

O setor de revenda/varejo é considerado um dos mais transparentes do mercado, pois existe ampla disponibilidade de dados aferidos por órgãos governamentais. Qualquer cidadão pode acessar os sites da ANP, do Conselho Nacional de Política Fazendária ou da Petrobras e pesquisar a composição do preço dos combustíveis, a carga tributária e o valor de compra e revenda por posto e por município brasileiro.

A nível nacional, até 53% do valor do produto é imposto. Apenas 13% do preço pago pelo consumidor num litro de gasolina fica no posto para custear funcionários, energia, água e estrutura física. Na prática, tendo como referência um preço mínimo de R$ 3,97, apenas R$ 0,35 fica para o posto para cada litro de gasolina vendido. No Piauí, o percentual que fica no posto é ainda menor, não passando dos 7%.

Desde o início de fevereiro deste ano, a Petrobras já aumentou em 27,46% o valor do combustível. O Sindicato dos Postos Revendedores de Combustíveis do Estado do Piauí (Sindipostos/PI) defende que o preço mais baixo dos combustíveis é melhor para o consumidor e para o empresário.